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Vitória indiscutível dos auriverdes sobre o Chaves (2-0)
 
 

1/28/2017
MAS QUE ATITUDE!
Vitória indiscutível dos auriverdes sobre o Chaves (2-0)



O repto tinha sido lançado pelo treinador Pepa na conferência de imprensa de antevisão à partida da 19ª jornada da Liga NOS. O técnico revelou um compromisso da equipa com os adeptos de que ia entrar em cada jogo dando a vida em campo, disputando cada lance como se fosse o último com o sangue a sair pelos olhos. E o que vimos nós? Exactamente o que Pepa prognosticara. Mas que atitude!

O regresso ao João Cardoso até começou mal. Logo aos 7 minutos Wagner sentiu um problema no adutor direito e forçou a primeira alteração na partida (entrou Miguel Cardoso). Uma primeira contrariedade que logo deu lugar a outra. Aos 18’, Bruno Monteiro tem lance aparatoso e sai de maca com uma entorse no joelho direito. Nova substituição forçada com menos de 20 minutos de jogo (entrou Hélder Tavares).

A equipa não se deixou abater pelos infortúnios e movida ainda pelo assertivo e galvanizador discurso de Pepa, na véspera, foi atrás da felicidade. Quadro perfeito aos 22 minutos quando na sequência de um canto a bola encontrou o pé direito do menino venezuelano que se estreava no João Cardoso. Osorio cumpria o seu primeiro jogo a titular e que mais poderia pedir? Golo para os auriverdes, Tondela na frente.

Mas a equipa queria mais, estava insaciável, sufocava o Chaves, motivado conjunto que só tinha três derrotas no campeonato (contra 1º, 2º e 3º classificados da prova, imagine-se) e correu tanto, uniu-se tanto, que o 2-0 era uma inevitabilidade. Quando o pano do primeiro acto já se fechava, Miguel Cardoso (que pulmão), encontrou espaço pela esquerda do ataque e descobriu depois o estreante absoluto Heliardo, possante, faro de golo, no sítio certo para desviar e tocar o céu. 45 minutos pelo Tondela e um golo na conta. Que mais pode pedir um ponta de lança ao debutar?

Ao intervalo o resultado até parecia modesto. A equipa teve pulmão, garra, oportunidades num volume ofensivo intenso e aquela pontinha de eficácia que Pepa também pedira nas bolas paradas.

O segundo tempo trouxe o que o Tondela já previa. O Chaves estava ferido no orgulho e subiu no terreno em busca do golo mas entrou em cena o actor principal duma trama cujo guião só ele conhece. Cláudio Ramos que, já na primeira parte, logo ao segundo minuto, havia negado o golo ao isolado Rafa, encheu a baliza uma, duas, três… no fundo, as necessárias, e manteve o resultado como convinha e longe de perigos. Para desespero dos flavienses, marcar ao camisola 1 do Tondela tem sido cada vez mais difícil.

Do outro lado Ricardo também brilhou ao evitar um livre directo de Ruca e o Tondela queria tanto, mas tanto, que até os defesas brilhavam na frente. Jaílson subiu à área e esteve tão perto do 3-0 mas viu o central Nuno André Coelho tirar quase em cima da linha com Ricardo já batido.

Com o jogo controlado e perante tanto coração até ficou fácil perdoar o erro de João Matos no lance de Heliardo que sofre, efectivamente, falta para grande penalidade. Ainda não foi desta que, em 2016-2017, o Tondela teve um penálti a favor.

E foi assim, com a vontade de triunfar a fazer o sangue saltar dos olhos, com a vida dada em campo pela camisola, na nossa casa, no nosso estádio, com os nossos adeptos e com a nossa cidade que o Tondela voltou às vitórias e inicia um novo tempo! Milagre? Não há milagres! O grande objectivo será alcançado com a perseverança e compromisso de quem luta como se não houvesse amanhã e deixa a vida em campo pela felicidade.

Domingo, frente ao Belenenses, é o Restelo que tem de sentir esta força!



Jogo no Estádio João Cardoso, em Tondela

Assistência: 1045 espectadores

Árbitro: João Matos

Ao intervalo: 2-0

Marcadores: Osorio (22) e Heliardo (45)

Acção disciplinar: cartão amarelo a Bressan (16), Nelson (41), Pedro Nuno (45+2), Hélder Tavares (49), Heliardo (71), Ruca (75) e Tiba (90).



CD TONDELA 2

Cláudio Ramos, Jaílson, Osorio, Rafael Amorim, Ruca, Bruno Monteiro, Claude Gonçalves, Pedro Nuno, Jhon Murillo, Wagner e Heliardo

Substituições: Wagner por Miguel Cardoso (7), Bruno Monteiro por Hélder Tavares (18) e Heliardo por Murilo (83).

Suplentes não utilizados: Ricardo Janota, David Bruno, Fernando Ferreira e Kaká.

Treinador: Pepa



Chaves 0

Ricardo, Patrão, Rafa, Perdigão, Bressan, Nuno A. Coelho, Nelson, P. Queirós, Carlos Ponck, Fábio M. e Davidson

Substituições: Rafa por Fall (35), Patrão por Tiba (54) e Perdigão por S. Vukcevic (70).

Suplentes não utilizados: A.Filipe, Petrovic e Rafael Batatinha.

Treinador: Ricardo Soares















 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
      

 
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