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Tondela vence Rio Ave em casa (2-1)
 
 

4/15/2017
QUE BELO SÁBADO DE ALELUIA!
Tondela vence Rio Ave em casa (2-1)



A alegoria pascal não poderia aqui ser melhor aplicada! Num dos mais importantes sábados do calendário religioso nada melhor que terminar 90 minutos e gritar aos céus: aleluia! O tão desejado regresso às vitórias apareceu finalmente e com uma comunhão perfeita com aqueles que nos dão força, em nossa casa!

Com efeito, a recepção ao Rio Ave era mais uma final no caminho dos auriverdes mas com o aproximar do final do campeonato vêm à memória as difíceis conquistas do passado em situação idêntica. Era crucial começar já a vencer e só Deus sabe o quão importante poderá mesmo ter sido este triunfo para as contas finais da Liga NOS.

Pepa tinha apelado ao espírito colectivo, de sacrifício pela equipa e em cada atleta a dar a vida pelo colega, fosse ou não titular, jogasse ou estivesse na bancada. E que belo brilho deram os tondelenses às palavras do seu timoneiro!

Com uma entrada arrebatadora em campo, o Tondela encostou o Rio Ave às cordas e rapidamente se colocou em vantagem. Minuto 9, Jhon Murillo endiabrado pela direita, cruzamento tenso e Marcelo ao tentar o corte fez auto-golo para o Tondela.

Mas não chegava, queriam muito mais os auriverdes e dois minutos depois Wagner isolou-se e, bem no coração da área, é derrubado sem dúvidas por Cássio, o último homem entre o avançado tondelense e a baliza. Surpreendeu Hélder Malheiro, o árbitro do encontro. Cartão vermelho directo para o guardião vila-condense mas livre (!!!) directo à entrada da área. Que erro!

Na conversão Murilo obrigou o novo guarda-redes Rui Vieira a defesa apertada e na recarga Kaká proporcionou ainda novo corte a um defesa contrário.

Só dava Tondela, que paixão, que entrega! Jhon Murillo imparável e novamente isolado, agora pela esquerda, é derrubado ostensivamente pelo guardião contrário. Incrível, Hélder Malheiro nada queria com a marca dos 11 metros. Entendeu simulação de Murillo e admoestou-o. Que injusto! Foi quase tão forte e audível o impacto da falta como o estrondo de novo erro grave.

O lance levou Pepa à loucura e o árbitro não se ficou pelos ajustes, expulsando o treinador do Tondela por este pedir o óbvio.

Enervou-se o Tondela, não é fácil gerir tantas emoções quando se está em último sem vencer há 9 jogos, e o Rio Ave, mais sereno, mais astuto, foi subindo, subindo, até empatar ao cair do pano na primeira parte. Bola longa para as costas da defesa, espaço a mais para Krovinovic receber e à saída de Cláudio Ramos fazer o 1-1.

Já soava a injusto o resultado no descanso mas o Tondela reorganizou-se, encheu-se de coragem, de raça, de fé. No fundo, acreditar é o nosso nome do meio e com a pujança que o fez voar de Barinas, no meio do caos que vive a exótica Venezuela, Osorio subiu à área e apareceu qual ponta-de-lança para cabecear em voo para o segundo golo dos tondelenses.

Estava reposta a verdade mas ainda havia tanto para sofrer. Tanto para uma equipa que vive dias de ansiedade, que gere emoções fortes a cada dia, que luta pela vida com o que tem e o que não tem.

Não espanta por isso que, mesmo em superioridade numérica, o CD Tondela passasse um mau bocado nos últimos minutos da partida. O Rio Ave foi assumindo o jogo tranquilamente e ameaçou por várias vezes o empate. Só que pela frente havia uma última barreira. Cláudio Ramos tem o condão de aparecer nas alturas certas para salvar a equipa e hoje, depois de cumprir castigo em Guimarães, reapareceu com duas gigantes defesas. Primeiro aos pés de Gil Dias evita o chapéu com reflexos fantásticos e depois com uma palmada tira o golo a Tarantini.

Pelo meio Jhon Murillo podia ter dado o golpe final mas depois de se isolar já não conseguiu dar a melhor direcção ao remate que encontrou as pernas de Rui Vieira pela frente.

Final de jogo impróprio para cardíacos num João Cardoso bem composto e que se galvanizou com a garra da equipa e fez da nossa casa um inferno para o adversário.

Está o verdadeiro Tondela de volta? Nós acreditamos! Como atrás dizíamos, acreditar é já o nosso nome do meio não é verdade?!

Sábado o João Cardoso tem mais um jogo das nossas vidas. Recepção ao Nacional da Madeira marcada para as 16 horas!



Jogo no Estádio João Cardoso, em Tondela

Assistência: 1890 espectadores

Árbitro: Hélder Malheiro

Ao intervalo: 1-1

Marcadores: Marcelo (9 p.b.), Krovinovic (41) e Osorio (61)

Acção disciplinar: cartão amarelo a Jhon Murillo (18) e Pedro Nuno (72). Cartão vermelho directo a Cássio (10). Expulsão do treinador do CD Tondela, Pepa (18).



CD TONDELA 2

Cláudio Ramos, Jaílson, Osorio, Kaká, David Bruno, Hélder Tavares, Claude Gonçalves, Murilo, Wagner, Miguel Cardoso e Jhon Murillo

Substituições: Wagner por Heliardo (45), Murilo por Pedro Nuno (53) e Miguel Cardoso por Pité (90).

Suplentes não utilizados: Ricardo Janota, Pica, Bruno Monteiro e Dylan Flores.

Treinador: Pepa



Rio Ave 1

Cássio, Tarantini, Paciência, Krovinovic, Lionn, Petrovic, Roderick, Gil Dias, Marcelo, Rafa Soares e Rúben Ribeiro

Substituições: Rúben Ribeiro por Rui Vieira (12), Paciência por Guedes (72) e Marcelo por Kizito (72).

Suplentes não utilizados: Pedro Moreira, Traoré, Vilas Boas e Bruno Teles.

Treinador: Luís Castro













 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
      

 
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