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CD Tondela já colocou jogadores em quase todos os continentes
 
 

9/6/2018
UMA ODISSEIA DE EXCELÊNCIA
CD Tondela já colocou jogadores em quase todos os continentes



O CD Tondela vive por estes dias a semana mais ‘internacional’ de sempre da sua história, isto é, trocado por miúdos, sinónimo de que nunca o clube teve tantos atletas nas selecções nacionais ao mesmo tempo.

Aproveitámos o momento para pesquisar na nossa história que atletas lograram representar as suas selecções, enquanto atletas do CD Tondela, e descobrimos que já só nos falta um dos cinco continentes para um planisfério completo.



Primeiros passos



Emiliano Tê deu o pontapé de saída nesta verdadeira odisseia ainda em 2010 ao serviço da Guiné-Bissau e desde então, sobretudo com a entrada dos auriverdes no futebol profissional, não parámos de acumular internacionais.

2012/2013. Época de estreia do CD Tondela na 2ª Liga. Um ano de incrível afirmação dos tondelenses no futebol profissional com um plantel que chegou a estar nos primeiros lugares do campeonato. Época de afirmação também para um jovem cabo-verdiano que chegara do Mirandela. Ericson, com 25 anos à época, era titular indispensável de Vítor Paneira e em Março de 2013 viu a sua evolução premiada com a chamada à selecção de Cabo Verde que disputava o apuramento para o Mundial 2014. No mesmo período, um jovem e ambicioso albanês, Vasil Shkurti, de seu nome, aproveitava o ímpeto de um grande golo à Naval 1º de Maio para convencer o técnico nacional de Sub-21 do seu país.

A próxima estreia estava destinada para Boubacar Fofana. Um dos mais acarinhados estrangeiros pelos adeptos de Tondela vincou de tal forma a sua estampa física nos relvados da 2ª Liga que em 2013/2014 a Guiné-Conacri chamou por ele pela primeira vez. Estreia absoluta para Boubacar ao serviço do seu país num amigável frente ao Irão para nunca mais de lá sair. Hoje em dia já leva 16 internacionalizações.

Esta época não haveria de terminar sem a estreia auriverde por terras asiáticas. Álvaro Magalhães, então treinador, recebera dois jovens chineses e estreou-os no último encontro do campeonato em Moreira de Cónegos. Yi Guo, que já falava português, acabou mesmo convocado para a selecção de sub-22 da China que em Maio de 2014 participou no Torneio Internacional de Toulon.



Afirmação em Portugal



Os primeiros passos estavam dados e à medida que o CD Tondela se ia afirmando no espectro profissional da modalidade, alicerçado no título de campeão da 2ª Liga e respectiva promoção à Liga NOS, foi atirando para a ribalta cada vez mais atletas.

A estreia no principal escalão ficou também marcada por uma maior internacionalização do clube que viu cinco atletas nas selecções nessa temporada, embora em períodos distintos da mesma. Oto’o Zue, lateral direito, era o primeiro gabonês do CD Tondela, chamado por Jorge Costa, então nos comandos daquela selecção. Dolly Menga chegava aos palancas negras quando Angola disputava a Qualificação para a CAN e Jhon Murillo, na sua primeira passagem pelos auriverdes, conseguia aliar as boas exibições que desde cedo conseguiu ao regresso à selecção principal da Venezuela para disputar a Qualificação para o Mundial 2018.

Mas esta era a época de afirmação do clube em Portugal pelo que não estranhou que o CD Tondela visse pela primeira vez um atleta seu chegar aos Sub-21 lusos. Estreia absoluta neste escalão para o Tondela e para Raphael Guzzo. O jovem médio chegara por empréstimo e foi logo chamado por Rui Jorge para defrontar a Albânia na Qualificação para o Euro 2017.

Motivo de orgulho para a nação auriverde, reforçado com a chamada, mais tarde, de Romário Baldé aos Sub-20 para representar Portugal no Torneio Internacional de Toulon 2016.



As estreias



Ver jogadores serem convocados às suas selecções já não era novidade para o CD Tondela mas ainda haveriam alguns passos importantes a dar neste capítulo.

O início de 2016/2017 era prometedor disso mesmo. Um jovem emprestado pelo FC Porto acabara de chegar aos auriverdes e estreara-se na pré-temporada no Luxemburgo. Pité, de seu nome, que pouco depois era chamado por Rui Jorge para a Selecção Olímpica de Portugal que participou nos Jogos do Brasil 2016.

Vitalii Lystcov (Sub-21 da Rússia), Mamadu Candé e Zé Turbo (Guiné-Bissau) ou Yordan Osorio (Venezuela) foram outros dos internacionais que o Tondela viu serem chamados. Este último, não só se tornou presença ainda mais assídua no seu país como ainda protagonizou a primeira grande transferência auriverde, sendo hoje jogador do FC Porto.

A época, no entanto, ficou marcada por mais uma estreia de peso. Cabo Verde rendeu-se à garra e pulmão de um camisola 8 que se impunha cada vez mais como indiscutível no onze auriverde e chamou-o pela primeira vez. Estreia consumada para Hélder Tavares num particular frente ao Luxemburgo. Ele que por esta altura vai preparando com os ‘tubarões azuis’ encontro de qualificação para a Taça das Nações Africanas.

Seguiu-se Jorge Fernandes em 17/18 nos Sub-21 de Portugal com uma estreia em pleno Estádio João Cardoso num encontro de boa memória para a Qualificação do Euro 2019 frente ao Liechtenstein (7-0). Por estes dias é opção indiscutível para Rui Jorge nos encontros para a mesma competição.

Mais um país a juntar à lista: Peru. Sergio Peña, que falhou por um triz o Mundial 2018, chegou por empréstimo do Granada e em Tondela reconquistou o lugar na selecção onde, até à próxima semana, é opção de Ricardo Gareca para particulares com Holanda e Alemanha.

A jóia da coroa, no entanto, desta odisseia dos atletas tondelenses em selecções nacionais é também a mais recente. Quis o destino que o único atleta da região e também o mais antigo no clube (cumpre a 8ª época), cumprisse um sonho de menino e chegasse ao mais alto patamar da carreira de um jogador. Cláudio Ramos, 26 anos, guardião do CD Tondela, isso mesmo, chegou à Selecção Nacional de Portugal e tornou-se assim o primeiro atleta auriverde a consegui-lo. A história de Cláudio confunde-se com a do próprio Tondela, pelo que esta chamada não apenas consagra todo o caminho de internacionalizações que percorremos nesta análise da nossa história recente, como lhe atribui agora carácter de ainda maior e indubitável excelência.


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
      

 
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